Dei por mim há dias a “vender” a Natureza, o ar puro, as águas cristalinas, todas as ribeiras e toda a serra; e até o sol. E logo eu que nunca tive jeito para vender nada a ninguém.
Pois, mas uma coisa são “vendas” fictícias; ou seja, venda sem transacções directas, sem aquele corropio de negociações e do barulho do vil metal, a comandar tudo e todos.
Mas, eu simplesmente quis (e quero) dar a conhecer, proporcionar a descoberta, participar na escolha e fazer gozar toda esta dádiva a sol aberto e a plenos pulmões, a quem me quis (e quiser) ouvir.
Afinal, eu não vendo nada. Eu dou é tudo... até o sol!